terça-feira, 14 de junho de 2011

mesmo calada a boca, resta o peito...

Para a única pessoa que reconhecia Amália Rodrigues...

Mon Amour
 

Mon amour, sur l'eau des fontaines, mon amour
Ou le vent les amènent, mon amour
Le soir tombé, qu'on voit flotté
Des pétales de roses

Mon amour et des murs se gercent mon amour
Au soleil au vent à l'averse et aux années qui vont
passant
Depuis le matin de mai qu'ils sont venus
Et quand chantant, soudain ils ont écrit sur les murs
du bout de leur fusil
De bien étranges choses

Mon amour, le rosier suit les traces, mon amour
Sur le mur et enlace, mon amour
Leurs noms gravés et chaque été
D'un beau rouge sont les roses

Mon amour, sèche les fontaines, mon amour
Au soleil au vent de la plaine et aux années qui vont
passant
Depuis le matin de mai qu'il sont venus
La fleur au cœur, les pieds nus, le pas lent
Et les yeux éclairés d'un étrange sourire

Et sur ce mur lorsque le soir descend
On croirait voir des taches de sang
Ce ne sont que des roses !
Aranjuez, mon amour

Perdi vc...

Neste domingo perdemos a batalha...

Deus levou pra perto dele minha avó. Tenho certeza que ela está em paz agora, sem dor, podendo andar, livre daquela cama de hospital, livre de agulhas e remédios, podendo respirar, sorrir... livre e liberta de tudo de ruim que passou nos últimos meses.

Mas eu estou aqui... com uma dor dentro do peito que nunca pensei que fosse sentir, nem sequer sabia que este tipo de dor existia. Ontem quando fecharam o caixão dela, parei de respirar, não existia ar, não existia chão.

Ainda não achei motivo pra continuar vivendo depois de tudo que tem acontecido de ruim na minha vida.

O mundo precisava parar pra eu me refazer, no mínimo por uns 3 meses. Ainda estou com dores, dores pelo choque da notícia, dores físicas e psicológicas, feridas abertas que vão sangrar durante muito tempo. Não tenho vontade de comer, de levantar, de sorrir e nem de respirar.

Sinto falta das broncas, do amor expressado de uma forma única que só ela sabia fazer, sinto falta do cheiro, do jeito doce de reclamar que fiquei mais de uma semana sem vê-la, de esconder o rosto quando ficava emocionada, sinto falta do afeto, do olhar de orgulho, do amor, da minha segunda mãe que se foi.

Vó, me perdoa se meu sofrimento e lágrimas fazem sua passagem ser mais difícil, mas ficar aqui sem você é a tarefa mais dura que Deus já me deu.

Eu te amo hoje e vou te amar pra sempre.
o poema abaixo foi roubado do blog do Ro...

Ubiquidade

Ubiquidade

Estás em tudo que penso,
Estás em quanto imagino:
Estás no horizonte imenso,
Estás no grão pequenino.

Estás na ovelha que pasce,
Estás no rio que corre:
Estás em tudo que nasce,
Estás em tudo que morre.

Em tudo estás, nem repousas,
Ó ser tão mesmo e diverso!
(Eras no início das coisas,
Serás no fim do universo.)

Estás na alma e nos sentidos.
Estás no espírito, estás
Na letra, e, os tempos cumpridos,
No céu, no céu estarás.

Manuel Bandeira.